FOTO FILME QUANDO LEMBRO DE CHICO

“Quando Lembro de Chico”, da Pozati Filmes, é um documentário para lembrar de Chico Xavier com histórias de seus amigos. O filme é dirigido por Fabio Medeiros, com roteiro e produção executiva de Juliano Pozati. A obra foi realizada, principalmente, por contribuições via crowdfunding. E, após lançamento no Festival de Trancoso em outubro deste ano e lançamento de DVD em novembro, o filme estreia, em 6 de dezembro, nas seguintes plataformas digitais: NETNow, Vivo, Oi, Sky, XBOX, Google Play, Playplus, iTunes e Looke. Em 2 de abril de 2019, será lançado também no canal oficial da produtora, no Youtube.

A intimidade de Chico Xavier é revelada em memórias de amigos próximos que testemunharam prodígios espirituais manifestados pelo médium. Os depoentes confirmam sua humildade e simplicidade ao falarem de ações cotidianas como o fato de o próprio Chico cozinhar e servir os pratos diante de uma boa conversa. A Pozati Filmes, há 4 anos criando conteúdo espiritualista, quis mostrar um testamento audiovisual dos exemplos de amor e fraternidade deixados por Chico, mas também das sementes que deixou plantadas no coração de seus amigos mais próximos.

O médium nasceu em Pedro Leopoldo (MG), em 2 de abril de 1910, e faleceu em 30 de junho de 2002. Ele psicografou mais de 500 livros, além de, aproximadamente, dez mil cartas de pessoas falecidas que desejavam se comunicar com familiares e amigos. Nunca cobrou nada por seus trabalhos e atendimentos e dedicou a vida à caridade.

Victor Meirelles fala sobre sua atuação no documentário, a relação com o tema abordado e caminhos para divulgação da arte

Victor Meirelles é um dos atores convidados para viver Chico, na fase dos 30 aos 40 anos. Num bate-papo com Cine Fio, comentou como foi essa experiência de interpretação e falou sobre como a temática se relaciona às suas experiências. Victor acredita que cada um de nós tem um pouco de Chico Xavier: “Por mais fundo que seja, lá em um canto de nossos corações e mentes, temos o amor e a bondade, característicos do ser humano.”

Para o ator, fazer Chico Xavier no cinema é “felomenal”, parafraseando um personagem de um colega, José Wilker, que teve a oportunidade de trabalhar. Comenta que essa experiência é como estar presente na história de Chico, um ser que compartilhou e acolheu aqueles que precisavam de uma palavra, de atenção e afeto.

A respeito de como foi a preparação para viver o personagem, diz que Fabio Medeiros e Juliano Pozati o deixaram tranquilo para construir e, como grandes artistas e arquitetos, deram um pouco mais de poesia e beleza às cenas. Victor trabalhou na composição do personagem tomando como base as palavras amor, afeto, caridade, humildade e humanidade. Comenta que “não queria imitar ou ser uma cópia dessa personalidade reconhecida mundialmente.” O artista relata: “Quis, através do meu trabalho de ator, transmitir esses sentimentos, emoções e, de alguma forma, resgatar, na memória, não só a imagem, mas a lembrança do que e quem era/é Chico Xavier”. A intenção do ator também foi mostrar o que a trajetória do médium, neste plano, trouxe e promoveu de bom para todos. E, com isso, “caminhar em possíveis começos tendo o amor como princípio”.

Victor Meirelles diz que sua relação com a temática espírita veio a partir de um encontro de arte, no qual, o parceiro João Pedro o convidou para participar do Programa Rio Cultural, na Rádio Rio de Janeiro, que é espírita. Assim, se aproximou um pouco mais da doutrina e da literatura que lhe forneceu respostas para muitas questões antigas e mostrou o quanto o caminho da bondade, do servir e do ser solidário é o que há no viver. O ator enfatiza que é apaixonado pela doutrina espírita e pelos espíritos. Ele se considera uma pessoa que gosta de aprender e ter contato com o saber presente nos livros escritos/psicografados.

Ao falar das dificuldades em relação às produções audiovisuais, ressalta que a dificuldade não está somente na circulação das obras, mas no campo da arte e da educação, em sua promoção e publicidade, peças fundamentais para o desenvolvimento do gosto e do interesse pelo produto, segundo Victor.  E distribuir os conteúdos em plataformas digitais pode colaborar para ampliar as possibilidades. De forma lúdica, cita o exemplo do jiló: “Por mais amargo que seja, não é essa coisa toda de ruim… Via e ouvia o quanto não era bom e beirava ao horrível. Hoje, o como naturalmente, mas, por muito tempo, me neguei pelo desconhecimento.” Diz ainda que é o que acontece com documentários, literaturas, vídeos de aulas, vídeos de dança, poemas e outros produtos artísticos que não foram apresentados como bons alimentos.

Para Victor, atualmente, a nova geração está mais conectada e se atualiza a cada segundo. E, a todo instante, está “linkada” à internet: “Querem é multitelar, do relógio ao tablet e ao celular, todos emparelhados para que seus acessos sejam síncronos.”  Assim, como o exemplo do Jiló, o ator comenta que “temos que mostrar o que é bom e a melhor forma é estar nos lugares que eles mais estão presentes e transitando, que são as plataformas digitais.”

O artista também revela: “É por alguns desses motivos que, há 10 anos, trabalho com ações, apresentações, atividades e palestras com o uso da arte e educação nas escolas e institutos ligados à cultura e à educação.” O artista desenvolve atividades com crianças e jovens em todo o país, utilizando a arte como ferramenta de promoção, publicidade e compartilhamento do saber e fonte de desenvolvimento do gosto pela arte e pelo conhecimento.

*Assista ao trailer do filme:

Quando Lembro de Chico 

CARTAZ QUANDO LEMBRO DE CHICO

Por Clécia Oliveira – Jornalista e Produtora